quinta-feira, 1 de novembro de 2012


UM DIA PARA A HISTÓRIA

 

Sábado!

João levantou mais cedo aquela manhã!

Foi até a janela e olhou o dia. O céu estava nublado. Ele sentia algo no ar.

Foi à cozinha , preparou o seu café e os ovos como de costume. Se sentou à mesa e saboreou aquele alimento como se fosse o seu último; afinal era sua refeição predileta. Mas, continuava sentindo algo diferente no ar; era como se fosse acontecer alguma coisa.

Mas o quê?

Não sabia ainda!

Levantou da mesa, arrumou tudo e foi colocar o lixo para fora como de costume. Lembrou que precisava passear com Rex, senão ele não comia. Mal acostumado era pouco para ele!

Se aprontou, colocou a coleira em seu animal e saiu portão afora.

Ruas desertas!

 Céu nublado!

 E sensação estranha!

Tudo junto!

Começou a andar. Rex corria ansioso e quando de repente chuta uma mala preta.

Ele parou estático.

O que seria aquilo?

Documentos?

Roupas Velhas?

Um corpo!!

Nossa!!! Olhou para um lado e para outro

Nada!

Só havia Rex, Ele e a Mala!

Ele sabia que o que fizesse poderia comprometê-lo, mas era um risco.

Decidiu abrir.

Nossa! Nunca vira algo igual. Tanto dinheiro juntos.

Fechou a mala rapidinho, a pegou e correu para casa. Lá pensaria direito o que iria fazer. Chegou em casa, meio paralisado e ligou a TV para pensar melhor , pois sabia que todos seus problemas estariam resolvidos com o achado.

Algo “batucava” em sua cabeça dizendo que aquilo não era certo, pois não era seu.

De uma coisa sabia, aquilo não era seu, mas queria muito e muito!

Sentou-se no sofá cheio de dúvidas, olhou para TV quando aparece do nada no intervalo do seu programa favorito uma senhora muito simples fazendo um apelo. Quem achasse uma mala preta com uma quantia considerável de dinheiro , poderia devolver no endereço que aparecia em baixo da tela.

Ele ouviu aquilo e ficou estarrecido. Ele sabia o que fazer , mas na verdade não queria.

Resolveu ir deitar e descansar.

Na cama, pensava! Aquela velha nunca vai saber, vou ficar com tudo para mim e...

Pegou no sono.

Em pouco tempo...acordou

Suado!

Assustado!

Decidido!

Nossa!!!  Foi o pior sono de sua vida, parecia que algo do além o incomodava. Era como se o dinheiro tivesse vida e dissesse a ele o que teria que ser feito.

Resolveu ir no endereço ...Foi chegando ao local. Procurava um casebre, mas só avistava mansões. Sua reação foi a mais espantosa possível.

Até que...

Chegou!

Nossa!

Que mansão!

Apertou o interfone...Saiu a senhora do apelo. Ela reconheceu a mala. Ele, estranhando, pediu que chamasse o dono da casa, pois veio entregar a mala que havia achado. Ela pediu que ele entrasse. Nunca tinha ido à um local tão chique. Ela o serviu café! Ele preferia acabar logo com aquilo, antes que mudasse de ideia.

De repente, a senhora diz:

- A mala é sua.

Ele parou boquiaberto!

Derrubou o café na sua roupa dizendo:

- Não é não. Eu a achei e vim devolver.

A senhora sorrindo disse:

- A mala é sua e o conteúdo dela também. Todo ano faço isso. É uma doação. Gosto de saber até onde vai a honestidade do ser humano e realmente vejo que ainda existem pessoas boas e honestas.

O dinheiro é seu , meu filho. Seja feliz!

Ele saiu da casa daquela senhora muito feliz e orgulhoso da sua atitude, entendendo que nunca perdemos por ser honestos. E realmente, depois disso, sorrindo, disse:

- Esse dia ficou para a história!

 

 

 

 

 

 
 

Um comentário:

  1. Esse texto é a crônica, do quel tivemos que produzir....Espero que gostem!

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